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O mês de março é tradicionalmente um período de intenso movimento no cenário cultural da capital paranaense devido à realização do Festival de Curitiba, que neste ano chega à vigésima edição. Mais de 400 peças podem ser assistidas durante os 13 dias do evento, que neste ano começa no dia 29 de março e se estende até 11 de abril. Serão 31 espetáculos, com oito estreias, mais um espetáculo internacional na Mostra Principal. Na mostra paralela, o Fringe, companhias de 19 estados brasileiros e Distrito Federal apresentarão 373 espetáculos — além de dois espetáculos internacionais. O evento estabeleceu a cidade como referência no cenário teatral brasileiro e reservou seu espaço na agenda cultural do país.

Porém, a realidade da cena teatral no Estado é outra. Depois que este furacão passa pela cidade, as companhias de teatro locais voltam à realidade do que é o teatro em Curitiba e dos profissionais do meio. “É apavorante. Termina-se um trabalho e não se tem a certeza de quando irá conseguir um novo, a não ser que você faça parte de uma companhia estável com produções constantes”. É assim que o ator, diretor e sonoplasta Jader Alves define a vida teatral na capital do Estado. Ele conta que o curitibano apenas lembra que existe teatro na cidade na época do Festival: “Os espaços ficam praticamente às moscas no restante do ano. Infelizmente, é um panorama assustador”.

Esse é o trecho inicial de um texto postado no site oficial da Revista Ideias (clique aqui para ler o texto completo), nele se encontram opiniões e relatos dos próprios artistas de Curitiba sobre o Festival de Teatro e sobre a cena teatral da cidade.

Esse mesmo texto foi utilizado em sala de aula como base para a discussão do tema. Levantando opiniões diversas, pontos de vistas contrastantes e algumas resoluções semelhantes, o assunto se entenderia por horas se houvesse tempo. Perguntas como: “Como se faz o teatro curitibano?” e “O que se faz do teatro curitibano?” foram despertadas.

Percebeu-se que é unânime a visão de que fora a época em que ocorre o Festival, muitos ficam sem a informação de o que acontece no cenário teatral (e cultural) na capital paranaense.

Há a necessidade de se criar uma maior consciencia cultural, formar um público mais ativo, e mais critico, que consiga entender o caminhar dessa área do entretenimento que também movimento grandemente a economia da cidade.

Leia, pense, discuta e forme sua própria opinião sobre o assunto!

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